segunda-feira, 17 de maio de 2010

Primeiro Dia

Hoje o sol demorou a nascer. Não sei se é verdade, ou se foi a ansiedade enquanto estava parado na cama. Acordei muito cedo.

Após muitos anos, chegou o grande dia. Durante toda minha vida, me imaginei fazendo grandes atos de valentia no dia que marcasse minha passagem para a vida adulta. Acordei mais cedo, fiz alguns exercícios. Exercitei minhas habilidades com o machado, desfiando golpes contra inimigos invisíveis que em breve iria enfrentar.

Acordo e me reporto ao chefe da aldeia. Ele me incumbe de uma tarefa muito simples - aniquilar alguns Plainstriders e pegar água no poço. Apesar de considerar este ato um desperdício de minhas capacidades, aprendi que uma das maiores virtudes de um guerreiro é a humildade.

Me empenhei ao máximo nesta tarefa - para demonstrar meu vigor físico, fiz tudo sem sequer parar para comer ou descansar. Ao voltar para a aldeia, uma grande surpresa me aguarda: minha namorada, Rouxi, também havia sido selecionada para participar do ritual de passagem à vida adulta.

Sabendo de nosso passado, o chefe nos incumbe de uma missão ainda mais difícil: juntar várias presas de boars selvagens perto da aldeia. E matar um dos líderes dos Razormane locais! Finalmente algo digno do meu valor.

No caminho, coisas inesperadas aconteceram. Rouxi ouviu o Chamado da Terra. Ela precisava entrar em contato com os espíritos. Sua vocação de shaman se mostrava forte. Matamos os razormane que se opuseram a nós, e levamos os cintos deles como prova de nossa bravura. Matamos seu líder também, e voltamos para nossa aldeia.

Ao voltar, descobrimos que um dos reagentes que havíamos saqueado dos razormane serviriam para fazer uma poção que permitia a quem ingerisse obter temporariamente o poder de ver e falar com espíritos.

Com a poção em mãos, fomos em direção a um totem de pedra, que marca o local sagrado onde o grande espírito da Terra fez contato com nossa aldeia pela primeira vez. Rouxi sorveu vagarosamente o líquido, e eu pude ver os efeitos. Ela começou a suar, e suas pupilas ficaram muito dilatadas. Repentinamente, ela olha para o lado, assustada, como se estivesse tendo uma visão. Começa a falar línguas estranhas e gesticular como se houvesse alguém na sua frente. Apesar do receio, achei melhor não acordá-la do transe.

Ela desmaiou. Quando acordou, disse que precisávamos voltar para a aldeia, para falar com o Seer. De volta à aldeia, ela conseguiu o seu totem, que a permitia invocar os poderes da terra. Ao testar suas novas habilidades com o totem, a poeira se ergueu do chão, e me envolveu. Era estranho - essa poeira circundava a nós, e se antevia a nossos movimentos. Em nenhum momento ela me impediu os movimentos. No entanto, ao receber golpes... senti a diferença. Esta camada foi de grande valia em minha proteção. Os poderes dos que conseguem usufruir dos elementais é realmente intrigante.....

Ao perceber nossa capacidade, fomos enviados a uma aldeia maior, na qual não conhecíamos ninguém. No caminho, aproveitamos para apreciar uma última vista de nossa aldeia - não sabemos quando nem se iremos retornar...
A privacidade do caminho se mostrou uma grande aliada - nos momentos de cansaço, parávamos um pouco, e trocávamos carícias...

Ao chegar na nova aldeia, arrumamos um quarto na taverna para passar o dia, e recebemos de alguns habitantes locais duas incumbências estranhas: juntar várias partes de animais para um ritual, e colher pinhas e nozes especiais para uma poção, porém não fizemos de imediato.

Acabados após nosso primeiro dia como aventureiros, dormimos um sono pesado juntos, sonhando com os grandes acontecimentos do dia.

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